segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Afetividade e Aprendizagem


O afeto se refere a sentimentos que experimentamos em nosso dia a dia, esses sentimentos podem ser positivos ou negativos. Se tratando de criança a satisfação de realizar uma atividade, ganhar um presente lhe traz sentimentos positivos, já a raiva em uma briga, ou a tristeza por uma palavra dita refletem sentimentos negativos. Mesmo que os estudos analisem a inteligência (cognição) e afetividade separadamente isso não quer dizer que não estejam associados. Os sentimentos vão interferir no processo de aprendizagem.

Piaget disse: “Para que a inteligência funcione é preciso um motor, que é o afetivo”. Quando Piaget diz essa frase ele quer que a gente entenda que, a criança precisa de estimulo para o desenvolvimento integral. Quando a criança se sente respeitada, aceita e amada ela adquire autonomia e confiança. A afetividade e inteligência não se separam juntas são o complemento de toda a conduta humana. A afetividade gera estímulo e motivação para a aprendizagem tanto na criança quanto no adulto. Imagine como deve ser aprender algo sem estar motivado para tal coisa... no mínimo desconfortável.

A afetividade é um fator determinante no desenvolvimento e aprendizagem do ser humano e está dentro das características que são desenvolvidas na infância, como os aspectos motor, cognitivo (inteligência), social, biológico, que estimulados juntos proporcionam um desenvolvimento integral da criança. É a partir da vivência e relação com o outro que a criança aprende a estabelecer seus limites, constrói referência do outro e de si mesma. Esse processo de desenvolvimento precisa ser estimulado devidamente para que aconteça de forma integral e a afetividade vai implicar diretamente nesse desenvolvimento.

A criança precisa do adulto para interagir e contribuir com seu desenvolvimento, sobretudo a criança precisa ser ativa no seu desenvolvimento construindo a aprendizagem através de descobertas onde ela é protagonista nessa ação através da manipulação e manuseio de objetos e elementos eficaz para tal finalidade. Se a relação de afeto não existe, não há motivação e a absorção desse aprendizado será comprometida.

Cabe a nós professores compreender as fases do desenvolvimento cognitivo e afetivo em que cada criança se encontra para que possamos estimular de maneira correta a sua evolução, ampliando as possibilidades de intervenção e diálogo. O aprendizado do ballet para cada idade deve está de acordo com o processo de desenvolvimento integral da criança, sem sobrecargas físicas e emocionais. O estímulo através de bons sentimentos trará uma contribuição efetiva não somente para formação de novos bailarinos, sobretudo de crianças e adultos com autonomia, autoestima e confiança.


Referências
SILVA, J.B.C. SCHNEIDER, E.J. Aspectos socioafetivos do Processo de Ensino e Aprendizagem. Revista de divulgação técnico-cientifica do ICPG. Vol. 3 n. 11 - jul.-dez./2007


Cínthia Bevenuta
Graduada em Educação Física - (UEFS-BA)
Técnica em Dança – Allegro/BA
Instrutora de Pilates – Instituto Sarkis/ BA
Pós graduanda em Gestão em Saúde – UFRB/BA
Produtora Cultural
Bailarina
Diretora e Professora de Ballet na escola Bevenuta Ballet
Amante do ballet infantil e do movimento humano

Um comentário:

  1. Maravilhoso texto! Parabéns Cintia��

    ResponderExcluir

Obrigada por comentar!
Curta nossa página no facebook: https://www.facebook.com/serafim.ballet

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...